O Que Fazer em Maiorca: O Guia Definitivo
Maiorca vai muito além de resorts e pacotes turísticos. Este guia cobre as melhores experiências da ilha — de trilhas gratuitas na Serra de Tramuntana, patrimônio da UNESCO, a passeios de barco pelo litoral norte — com preços reais, dicas sazonais e opiniões honestas sobre o que vale a pena.

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Resumo
- Maiorca recompensa quem viaja sem pressa: as melhores experiências ficam longe das zonas de resort, em vilarejos na montanha, grutas marinhas e enseadas tranquilas — veja o nosso guia de lugares menos conhecidos para fugir do óbvio.
- Primavera (abril-maio) e outono (setembro-outubro) oferecem as melhores condições para atividades ao ar livre — com menos gente e preços mais baixos do que no pico do verão.
- Um carro alugado é quase indispensável para aproveitar a ilha de verdade — o transporte público conecta as cidades principais, mas não chega nos lugares mais interessantes.
- Viajantes com orçamento limitado conseguem curtir praias, trilhas e feiras de vilarejo por €50-80 por dia; passeios de dia inteiro e excursões de barco somam mais €40-70 — confira o guia de Maiorca econômica para um detalhamento completo.
- Alguns museus têm entrada gratuita em dias específicos: Es Baluard às terças-feiras, Fundació Pilar i Joan Miró aos sábados a partir das 15h e no primeiro domingo de cada mês.
Palma: Muito Mais do Que um Ponto de Chegada

A maioria dos visitantes trata Palma como apenas uma escala, o que é um erro. A capital fica na costa sul, na Baía de Palma, e concentra quase metade da população da ilha — cerca de 430.000 pessoas. Seu centro histórico abriga uma das catedrais góticas mais impressionantes da Espanha, um edifício de câmbio beira-mar do século XIV, banhos árabes do século X e um mercado de bairro que os moradores locais frequentam de verdade. Um dia inteiro aqui, bem aproveitado, rivaliza com qualquer outra experiência na ilha. Comece pela catedral La Seu — a entrada custa cerca de €8-9 (compre online para furar a fila) — depois caminhe cinco minutos até o Palácio de La Almudaina ao lado.
Os Banhos Árabes no bairro de Es Call são pequenos, mas genuinamente atmosféricos — um dos monumentos mouros mais bem preservados das Baleares. De lá, siga a pé em direção ao norte até o Mercat de Santa Catalina, o melhor mercado de alimentos da cidade e o bairro onde os palmesanos realmente comem e bebem. Evite o Mercat de l'Olivar para o almoço — é razoável, mas Santa Catalina tem qualidade superior por preços menores.
💡 Dica local
O Es Baluard, museu de arte contemporânea construído nas antigas muralhas de Palma, tem entrada gratuita às terças-feiras. A Fundació Pilar i Joan Miró — dedicada ao artista que viveu e trabalhou em Maiorca por décadas — é gratuita aos sábados a partir das 15h e no primeiro domingo de cada mês, das 10h às 15h. Se estiver de olho no orçamento, vale planejar a visita nesses dias.
Serra de Tramuntana: O Coração Natural da Ilha

A Serra de Tramuntana percorre cerca de 90 quilômetros ao longo da costa noroeste de Maiorca e foi declarada Patrimônio Cultural da Humanidade pela UNESCO em 2011. É aqui que ficam as paisagens mais dramáticas da ilha: falésias de calcário que despencam em águas turquesas, olivais em terraços cultivados há séculos e vilarejos no alto das montanhas que parecem completamente alheios à economia turística. A serra é o palco principal para quem quer fazer caminhadas em Maiorca a sério, e também abriga algumas das subidas de ciclismo mais celebradas do mundo.
O vilarejo de Deià fica sobre o mar, a cerca de 17 km a nordeste de Palma, e é provavelmente o lugar mais fotografado da ilha. É um lugar real, não cenográfico — as pessoas moram e trabalham aqui — mas recebe um fluxo constante de visitantes a partir de abril. Para algo mais tranquilo, Fornalutx perto de Sóller é menor, mais íngreme e menos movimentada. A estrada de montanha MA-10, entre Andratx e Pollença, é um dos melhores roteiros de carro da Espanha — reserve de três a quatro horas para percorrê-la sem pressa.
- Sa Calobra Uma estrada quase vertical desce 800 metros até um pequeno porto e uma caminhada dramática pelo desfiladeiro. Chegue cedo (antes das 9h) ou no fim da tarde para evitar os ônibus de turismo. O passeio de barco saindo de Sóller custa cerca de €40 por adulto e você desvia do trânsito completamente.
- Sóller e Port de Sóller O trem de madeira de 1912 que liga Palma a Sóller é uma das experiências mais agradáveis da ilha — uma viagem de 55 minutos por laranjais e túneis na montanha. As passagens de ida e volta custam em torno de €25-35. O porto abaixo de Sóller tem bons restaurantes de frutos do mar e uma praia protegida.
- Santuari de Lluc O principal local de peregrinação da ilha fica num vale montanhoso a cerca de 525 metros de altitude. O complexo funciona o ano todo e tem hospedagem para quem quer usar como base para as trilhas da Tramuntana. A entrada ao santuário em si é gratuita.
- Son Marroig e Sa Foradada A propriedade no alto da falésia perto de Deià tem um famoso mirante com arco natural no mar (Sa Foradada), que se projeta sobre o Mediterrâneo 200 metros abaixo. A entrada custa cerca de €4 e a vista justifica cada centavo.
Praias que Valem o Esforço

Maiorca tem mais de 200 praias ao longo de seus 550 quilômetros de litoral. A maioria das famosas é boa — ampla, limpa, bem estruturada — mas as que realmente valem a pena exigem caminhada ou barco. Caló des Moro no sudeste é a enseada mais fotografada da ilha: uma entrada estreita com água que vai do turquesa claro ao verde profundo. O acesso de carro é bloqueado no verão, então conte com uma caminhada de 20-25 minutos em cada sentido. Vá antes das 9h ou depois das 16h para encontrar espaço.
Es Trenc na costa sul é a praia natural mais extensa de Maiorca — cerca de 6 quilômetros de areia branca fina ladeada por dunas e um parque natural. Atrai um público variado, incluindo nudistas na extremidade leste. O estacionamento lota até as 10h em julho e agosto; a taxa de €6-8 é cobrada na alta temporada. Playa de Muro no norte é mais extensa e calma, com águas rasas que a tornam excelente para famílias. Vale combinar a visita com as áreas úmidas de S'Albufera, bem pertinho dali.
⚠️ O que evitar
Magaluf e S'Arenal são as duas zonas de resort mais intensamente urbanizadas da ilha. As praias em si funcionam bem, mas o entorno imediato é barulhento, lotado e voltado para o turismo de pacote e vida noturna. Se não é esse o seu perfil, não há motivo para ir — Maiorca tem dezenas de opções de praia melhores a menos de 30 minutos de Palma.
Atividades ao Ar Livre e Aventura

Maiorca construiu uma sólida reputação como destino de ciclismo, especialmente na Tramuntana. Equipes profissionais de toda a Europa usam a ilha para campos de treinamento de pré-temporada a partir de fevereiro. As subidas ao Puig Major e ao Col de Sóller são referências conhecidas; as estradas têm bom asfalto e os motoristas geralmente estão acostumados a ciclistas. O aluguel de uma bike de estrada de qualidade em Palma custa em torno de €25-40 por dia. Para uma visão geral dos roteiros, a página de rotas de ciclismo em Maiorca apresenta as principais opções por nível de dificuldade.
Os passeios de barco são uma das formas mais agradáveis de ver o litoral — falésias e grutas marinhas inacessíveis por terra ficam ao alcance pelo mar. Um cruzeiro de catamarã de 5 horas com almoço e paradas para mergulho custa em média €60-70 por adulto. Para algo mais remoto, uma excursão de um dia ao Parque Nacional de Cabrera — um arquipélago desabitado 17 km ao sul de Maiorca — exige reserva antecipada e custa em torno de €50-60 incluindo a balsa. O número de visitantes é limitado pelo parque nacional, então as saídas de verão esgotam com semanas de antecedência.
- Voos de balão de ar quente sobre as planícies centrais (Pla de Mallorca) acontecem o ano todo com bom tempo. Espere pagar em torno de €150-180 por pessoa por um voo de 1 hora ao amanhecer. A visibilidade é melhor na primavera e no outono.
- Snorkeling no Parque Natural de Mondragó, no sudeste — as águas protegidas garantem maior visibilidade e mais vida marinha do que nas praias de resort. A entrada no parque é gratuita.
- Caiaque ao longo da costa da Península de Formentor — vários operadores em Port de Pollença oferecem passeios guiados de meio dia que chegam a grutas e enseadas inacessíveis a pé.
- Canyoning no Torrent de Pareis, perto de Sa Calobra — uma das paisagens mais dramáticas da ilha, acessível apenas a pé ou em descida guiada pelo cânion. Não é indicado para caminhantes sem experiência.
- Ciclismo pela Via Verde de Mallorca, uma antiga ferrovia convertida que atravessa a região central do Raiguer — plana, indicada para famílias e praticamente sem carros.
Cultura, História e Gastronomia que Valem a Pena

O interior de Maiorca costuma ser ignorado em favor do litoral, e quem faz isso perde muito. O circuito de feiras semanais é uma das melhores formas de entender como a ilha funciona de verdade. O mercado de Sineu, realizado toda quarta-feira, é o maior e mais antigo da ilha — um mercado agrícola de verdade, não uma feira de artesanato para turistas. Alcúdia tem mercados às terças e domingos; Artà às terças. Todos são gratuitos para passear e as barracas de comida merecem entrar no plano do almoço. Para mergulhar na história do centro histórico, a cidade medieval murada de Alcúdia cidade medieval murada de Alcúdia é a mais bem preservada da ilha e fácil de combinar com uma visita ao mercado.
A cultura gastronômica de Maiorca é mais particular do que a maioria dos visitantes espera. A ilha tem suas próprias tradições culinárias: ensaïmada (um pão doce em espiral feito com saïm, ou seja, banha de porco), sobrassada (um embutido de carne de porco curado com páprica) e pa amb oli (pão esfregado com tomate e azeite, o equivalente local do pan con tomate). Maiorca também produz vinhos com as denominações de origem DO Binissalem e DO Pla i Llevant — a uva Callet é exclusiva da ilha. O guia gastronómico de Maiorca guia gastronômico de Maiorca indica onde comer por região, dos restaurantes no mercado de Palma aos cellers tradicionais no interior.
✨ Dica profissional
O Museu Rafa Nadal Xperience em Manacor (cidade natal do campeão de tênis) custa cerca de €27 e é genuinamente bem produzido — não se trata apenas de troféus e recordações, mas de uma instalação esportiva interativa. Vale o desvio se você já estiver no leste da ilha visitando as Grutas de Drach ou Cala Figuera.
Logística de Viagem: Quando Ir e Como se Locomover
O clima mediterrâneo de Maiorca garante mais de 280 dias de sol por ano e uma temperatura média anual em torno de 21°C. O porém é que julho e agosto trazem calor intenso (frequentemente acima de 32°C), preços no pico, praias lotadas e dificuldade para estacionar em qualquer ponto popular. Abril, maio e outubro são os meses ideais para viagens ativas: temperaturas agradáveis, boa visibilidade no mar para snorkeling e acomodações consideravelmente mais baratas. Fevereiro vale a pena especialmente pela temporada da flor das amendoeiras — cerca de 4 milhões de amendoeiras florescem pelo interior, criando paisagens de tirar o fôlego. Veja o guia da floração das amendoeiras guia da floração das amendoeiras para saber a época exata e os melhores locais.
Para se locomover com independência, um carro alugado é essencial para qualquer coisa além de Palma e das cidades principais. A rede de ônibus públicos (gerenciada pela TIB, Transport Interilles Balears) cobre boa parte da ilha, mas as rotas rurais são pouco frequentes — às vezes passam apenas duas ou três vezes por dia. O trem de Sóller e o metrô de Palma são úteis para trajetos específicos, mas não substituem o carro na hora de explorar o litoral. O aluguel sai em torno de €30-60 por dia na baixa temporada e sobe bastante em agosto. Reserve com antecedência para o verão. O guia de aluguer de carros em Maiorca guia de aluguel de carro em Maiorca cobre as principais locadoras, questões de seguro e regras de estacionamento.
Perguntas frequentes
O que fazer em Maiorca para quem visita pela primeira vez?
Na primeira visita, priorize a catedral La Seu e o centro histórico de Palma, um passeio pela estrada de montanha MA-10 pela Tramuntana, pelo menos uma enseada no sudeste (Caló des Moro ou Cala Figuera) e um passeio de barco ou o trem de Sóller. Assim você experimenta a cidade, as montanhas e o litoral sem se sobrecarregar. Reserve pelo menos cinco dias para fazer tudo com calma.
O que fazer em Maiorca que você não encontra em nenhum outro lugar?
Algumas experiências são exclusivas da ilha: andar no trem de madeira de 1912 de Palma a Sóller pela Tramuntana, visitar as Grutas de Drach em Porto Cristo (um dos maiores sistemas de cavernas acessíveis do mundo), fazer caiaque pela Península de Formentor e comer uma autêntica ensaïmada mallorquina fresquinha de uma pastisseria local. A temporada de floração das amendoeiras em janeiro-fevereiro também é única nas Baleares e no interior do leste da Espanha.
O que fazer em Maiorca com pouco dinheiro?
Muito mais do que a maioria imagina. Todas as praias públicas são gratuitas, as trilhas da Tramuntana são de graça, o centro histórico de Palma não custa nada para explorar e as feiras de vilarejo não cobram entrada. Os grandes museus têm dias gratuitos (Es Baluard às terças, Fundació Miró aos sábados a partir das 15h e no primeiro domingo de cada mês). Um orçamento diário realista de €50-80 por pessoa cobre hospedagem em pousada ou Airbnb, refeições em restaurantes locais e uma atividade paga. Evitar julho e agosto reduz os custos de hospedagem em 30-50%.
Quantos dias são necessários em Maiorca para ver os pontos principais?
Cinco a sete dias é o mínimo razoável para conhecer Palma, a Tramuntana, a costa norte e as praias do sudeste sem sentir pressa. Um fim de semana prolongado (três a quatro dias) funciona se você ficar em Palma e se limitar a uma ou duas excursões de dia. Com dez dias ou mais, dá para explorar o interior, as grutas da costa leste e o extremo sul com mais tranquilidade. Veja o detalhamento completo no guia de quantos dias ficar.
O que reservar com antecedência em Maiorca?
As excursões ao Parque Nacional de Cabrera (número de visitantes estritamente limitado pelo parque), o trem histórico de Sóller em julho e agosto (esgota rápido), os cruzeiros de catamarã ao pôr do sol na alta temporada, a catedral La Seu (as filas sem ingresso antecipado são longas) e qualquer hospedagem em Deià ou Valldemossa se quiser passar a noite. Os voos de balão devem ser reservados com antecedência, mas geralmente dá para organizar com alguns dias de folga fora de agosto.